FUTEBOL URUGUAYO:

'' É uma religião nacional. A única que não tem ateu. Somos poucos: 3,5 milhões de uruguayos. É menos gente do que um bairro de São Paulo. É um país minúsculo. Mas todos futebolizados. Temos um dever de gratidão com o futebol. O Uruguay foi colocado no mapa mundial a partir do bicampeonato olímpico de 1924 e 1928, pelo futebol. Ninguém nos conhecia.

O futebol uruguayo é o melhor? Não. No mundo guiado pelas leis do lucro, onde o melhor é quem ganha mais, eu quero ser o pior. Não poderíamos sequer cometer o desagradável pecado da arrogância. Seria ridículo para um país pequeno como o nosso. Não somos importantes, o que é bom. Neste mundo de compra e venda, se você é muito importante vira mercadoria. Está bom assim.

Como explicar Uruguay?.... Somos um pouco inexplicáveis. Aí é que está a graça".

EDUARDO GALEANO - Escritor

R.RODRÍGUEZ




 El club Santos de Brasil homenajeará el próximo domingo al ex portero uruguayo Rodolfo Rodríguez por una serie de cinco paradas consecutivas en 1984, que se convirtió en una de las jugadas históricas del fútbol mundial.
En el partido del Santos ante el Fluminense por la liga local, Rodríguez recibirá una placa conmemorativa por la histórica atajada del 14 de julio de 1984, cuando defendió cinco veces un ataque del América de Sao José Río Preto, en un partido por el Campeonato Paulista y que fue vencido 2-0 por el equipo del puerto.
Santos indicó que el "reflejo y agilidad" del uruguayo en la histórica jugada, "es uno de los momentos más bonitos del fútbol mundial".
Entre 1984 y 1988, el uruguayo actuó en 255 partidos con el Santos.
Después de ser transferido para el Sporting de Lisboa en 1989, Rodríguez retornó en 1991 a Brasil para defender el arco del Portuguesa de Sao Paulo y luego terminó su carrera en 1994 con el también brasileño Bahía.


No campo, com pouco barulho e na companhia dos animais e da família. É assim que vive hoje, e com prazer, um dos maiores goleiros que passaram pelo futebol brasileiro, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, 57 anos, e conhecido como "O paredão" nos tempos em que atuou no futebol brasileiro, no Santos e Bahia. 
O goleiro tem duas passagens memoráveis nos tempos em que jogou no país: a histórica sequência de defesas que fez contra o América de São José de Rio Preto, quando atuava no Santos, e também uma falha incrível que resultou em um gol do Cruzeiro marcado pelo jovem Ronaldo no Campeonato Brasileiro de 1993, quando Rodriguez estava no Bahia.
Sobre o último lance, o ex-arqueiro até leva no bom humor e diz que a falta de atenção ao deixar a bola no chão depois de uma defesa serve como prova de que jogou contra o Fenômeno.  "Não podem me chamar de mentiroso", brincou.
O arqueiro afirmou também que hoje vive em função de sua família e seus três filhos (Rodolfo Francisco, Sergio e Sofia), e que a distância do futebol não é algo que sente tanta falta assim. Gosta de sua vida e acompanha como pode o esporte que o consagrou.
"Depois que parei, em 1994, fui trabalhar na fazenda da família da minha esposa. No começo acordava às 4 horas da manhã e trabalhava até às 19 horas. Aprendi a andar a cavalo, cuidei de vaca velha, não sabia fazer nada. Combinei com os peões da fazenda para não rirem, e como eles gostavam de futebol, quando falavam uma coisa errada, eu não podia rir também.  Relaciono o futebol com o trabalho da fazenda porque tem de cumprir horário, ter seriedade e responsabilidade", disse o ex-goleiro, que aprova a sua escolha.
"Fiquei sem vida social, mas ganhei com qualidade de vida. Aqui tem ar livre, estou no campo, vento, ar puro, e ainda tenho quatro cachorros. Então, sou feliz", complementou.
Outra lembrança de Rodolfo Rodriguez foi sua passagem pelo Santos, clube que defendeu entre 1984 e 1988. Nesta passagem, ele fala sobre a defesa contra o América-SP.
"Me recordo do chute fora da área, eu fiz a defesa, tocou na trave, o centroavante foi para fazer o gol, fiz a defesa e fraturei o dedo pequeno da mão direita. Essa foi a única fratura em 22 anos de carreira que tive", afirmou Rodriguez.
Além da defesa, o ex-jogador fala com carinho ao relembrar o Santos, onde foi bem recebido. "O Santos nunca me fez sentir um estrangeiro no clube, sempre fui tratado igual a todos, isso acontece até hoje. Sou ligado ao Brasil, aprendi a gostar muito do Brasil, só tenho que agradecer", finalizou.